Sim, sei contar minhas bênçãos, que não são poucas.
Mas confesso que de vez em quando tenho os olhos vagos.
E caberiam neles outros sonhos, outras histórias.
Em dias assim tenho a alma exposta, e o chão estreito.
Acho que é porque de vez em quando me sinto tão perto
de tudo que poderia ter sido, assim como se houvesse só
uma porta me separando das alegrias todas, e me posto ali.
Como um cão que aguarda o dono mesmo sem a certeza de sabê-lo ali.
Finco-me e fico. Sem tempo. Sem norte.
Até passar...
Nem sei bem o quê procuro.
Só sei dessa busca que tento disfarçar.
E sempre o faço.
Mas o que queria mesmo, era parar de procurar...
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